Nossa equipe deu um giro pelos principais destinos do fabuloso estado do Maranhão: a adorável São Luís e os impressionantes Lençóis Maranhenses
São Luís é a única capital brasileira fundada por franceses e colonizada por portugueses, por isso exibe em suas ruas verdadeiras uma arquitetura colonial tão marcante e diversa. Na parte urbana, é dividida entre o centro histórico e os novos bairros comerciais. A orla é banhada pela Baía de São Marcos, nas águas mornas do oceano Atlântico, formando praias de areias escuras e mar tranqüilo. Ponta d´Areia, São Marcos e Olho d’Agua são as praias mais famosas.
Desde 1997 é Patrimônio Cultural da Humanidade tombado pela Unesco, especialmente seu centro histórico com mais de três mil e quinhentas casas e prédios tomabados. A maioria vem dos séculos XVIII e XIX , casarios coloniais com fachadas de azulejo português, igrejas, fontes e ruelas e ladeiras de paralelepídepedos. O Teatro Arthur Azevedo, de 1817, e o Solar da Baronesa de Anajatuba, do século XIX, já foram restaurados desde então e estão entre as principais atrações visitadas pelos turistas.A Matriz da Sé, na Praça Dom Pedro, a é do século XVII e tem seu altar-mor todo talhado em ouro.
Para um grande e memorável pôr-do-sol, o melhor local é o Largo dos Amores, ou Praça Gonçalves Dias. Mas a maioria dos hotéis, bares e restaurantes fica em torno da avenida dos Holandeses. Se bem que o melhor restaurante mesmo é o Maracangalha, com seus famosos pastéis de carne com geléia de pimenta, servidos sempre como cortesia. Vale provar também o Antigamente, charmoso restaurante no centrinho histórico. Os principais pratos são o arroz de cuxá (com camarão seco e vinagreira, não deixe de provar!) e os ensopados de frutos do mar em geral.
Bumba-meu-boi e festas juninas fazem parte do calendário de atrações da cidade. No final do ano, é comum também encontrar os autos de Natal.
Fazer compras em São Luís é delicioso como em qualquer capital nordestina. Casa das Tulhas e Centro de Artesanato são os melhores endereços para rendas, toalhas, bijoux e enfeites para a casa, com ou sem azulejos. E, antes de partir, experimente o exótico Guaraná Jesus, de coloração rosa e gosto açucarado, criado em 1920 por um farmacêutico de mesmo nome. Pode pedir em qualquer lugar: é a bebida mais vendida do Maranhão.
Todo mundo que retorna dos Lençóis Maranhenses fala sobre o quanto se surpreendeu com a região. A verdade é que muita gente, ao olhar fotos ou imagens aéreas sobre os Lençóis, pensa num deserto extremamente seco, meio saariano – ao chegar lá, percebemos o quanto a água é parte fundamental do cenário. Não é à toa que a área do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, fundada na década de 80, é considerada um dos locais mais bonitos do país – a beleza da paisagem ofertada por ali é mesmo inenarrável, com quase 300 quilômetros quadrados de extensão. Como as dunas se movem de um lado a outro com o vento constante da região, não é de se estranhar que o parque tenha recebido um nome tão simpático e propício. Aliás, os ventos costumam ser tão fortes que alcançam mais 70km/h em algumas épocas do ano – nos finais de tarde, é comum sentir a areia cortante no corpo e no rosto ao regressar do seu passeio.
Ao contrário do que se imagina, o verão não é uma boa idéia para pintar por ali: as lagoas do parque, que constituem ponto interessantíssimo no contraste da paisagem da região, ficam secas e muito esparsas; com a chegada das chuvas que forma grandes piscinas naturais de água doce, repletas de tartaruguinhas e peixes, extremamente convidativas em meio àquela imensidão de areia. As mais famosas são a Lagoa Azul e a Lagoa Bonita, sempre cheias de turistas se refrescando de temperaturas que beiram os quarenta graus.

No sem fim de ondas de areias de suas dunas muito brancas, visto de longe parece formar ao rígido e uniforme. De pertinho, subindo (com esforço) e descendo tantas vezes, é que se percebe o quão irregular é o local, cuja silhueta muda o tempo todo em função do vento (os guias fazem questão de frisar que nunca ninguém vê a mesma paisagem nos lençóis duas vezes). Os mais arrojados podem contratar uma empresa de táxi-aéreo, que faz o trajeto São Luís-Lençóis sobrevoando toda a área do parque. O ponto de apoio mais comum para quem visita a região é a simpática cidade de Barreirinhas, de opções limitadas em hospedagem, mas povo hospitaleiro, boa comida e artesanato marcante. Às margens do rio Preguiças, Barreirinhas fica a aproximadamente 370km de São Luís, capital do estado, e formou uma espécie de pólo turístico da região, com pousadinhas simpáticas que servem de base para uma infinidade de passeios possíveis via jipes 4x4, no estilo jardineira. Dali para a praia é um pulinho – via barco, é claro. As mais disputadas são Ponta do Mangue, Vassouras, Caburé e Barra do Tatu.
A população que vive na região dos lençóis é constituída basicamente de pescadores (sazonais ou não) e suas famílias passaram a viver todas, de uma forma ou de outra, em função do turismo – pousadas, restaurantes, artesanato, doces típicos etc.
Mais informações: www.turismo.ma.gov.br/pt/polos/lencois
Texto Mari Campos
Fotos Marcelo Zaccaro