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Para brasileiro também ver

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Destino esquecido dos turistas brasileiros na hora de planejar as férias, a Amazônia seduz quem se rende aos seus encantos


Faz tempo que a Amazônia seduz mais os gringos que os brasileiros. Ou, pelo menos, estrangeiros aportam na Amazônia brasileira com muito mais frequência que nós, brasileiros. Existem razões econômicas, é claro, como o alto custo para brasileiros de passagens aéreas a Manaus e da hospedagem nos chamados hotéis de selva.

Entretanto, quem vai uma primeira vez para lá, acaba voltando; exatamente como eu – o investimento certamente compensa. Estive pela primeira vez na região em 2007, num cruzeiro. Durante os dias, descia e participava de excursões pelo rio ou em aldeias ribeirinhas, mas no final da tarde tinha sempre que voltar para o navio que zarpava em direção ao porto seguinte.

Agora em 2009 voltei à região, dessa vez para ficar literalmente no meio da selva. Hoje, essa prática turística é perfeitamente possível, confortável e segura, com o advento de hotéis como o Juma Lodge e o Amazonat Jungle&River Lodge, que fazem pacotes tudo incluído para hóspedes brasileiros e estrangeiros.

Para quem aposta num deles, todos os detalhes são pensandos: acomodação com pensão completa, transfers in e out e todos os passeios estão incluídos. Os guias são treinados e a variedade de passeios inclui desde o tradicional e imperdível “encontro das águas” dos rios Negro e Solimões (feito sempre antes do check in ou logo após o check out) até trilhas pela mata primária, pesca, passeios de barco ou caiaque e até pernoite no meio da selva para os mais corajosos.













Nos passeios, animais grandes não são comumente avistados – é necessário “sorte”, segundo os guias. Mas as famosas formigas Tapiba (usadas por algumas tribos para camuflar o corpo todo na hora da caça), o besouro elefante, as árvores de baobaçu e as castanheiras são encontradas o tempo todo, com explicações sempre bastante didáticas. Peixes, jacarés e botos também surpreendem os viajantes com frequência nos passeios de barco. Visitas à aldeias indígenas da região e a prosaica pesca da piranha também fazem parte da programação, dependendo da duração do pacote.

Os hotéis trabalham, em geral, com pacotes de duas a seis noites, mas pacotes personalizados também estão sempre disponíveis. No cardápio, comida bastante caseira e, claro, a tradicional caipirinha, objeto de desejo número um dos estrangeiros, que ainda compõem a maioria esmagadora dos hóspedes nesses hotéis.

 
 
Por Mari Campos 
 
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