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Salve, Salvador

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Um passeio pelas atrações mais tradicionais da capital da Bahia


 

Quase todos os grandes destinos turísiticos do mundo tem particularidades que os tornam únicos. E Salvador não é diferente. A Igreja do Bonfim, a cidade baixa, Mercado Modelo (talvez o melhor lugar da capital bahiana para compra de artesanatos), o elevador Lacerda (mais interessante de fora que de dentro), a Baía de Todos os Santos e o Pelourinho formam a muqueca de atrações em Salvador.

Um dado curioso sobre a Baía de Todos os Santos: ela é a segunda maior do mundo, fica atrás apenas da baía de Hudson no Canadá. Só por isso, já vale conhecê-la. Sem contar que ela é muito bonita, especialmente se vista da cidade alta, na saída do elevador Lacerda.

Mas, além das atrações já citadas, Salvador tem outra característica que a torna especial: segundo o IBGE, cerca de 85% da população de Salvador são descendentes de africanos. Herança dum tempo em que o Brasil “importava” (!) mão de obra da África, essa talvez seja, junto com o Pelourinho, a grande atração de Salvador e sua herança mais bem preservada: ela está viva na música, na gastronomia e nas artes.

A arquitetura da cidade alta merece ser vista. Parada da Família Real Portuguesa em sua fuga para o Brasil, Salvador teve a primeira biblioteca pública do país, a Câmara Portuguesa de Leitura. O Palácio Rio Branco, logo na saída do elevador Lacerda também rende boas fotos. Um contraste a estes edifícios é o prédio da prefeitura de Salvador, também na cidade alta, em frente ao Palácio Rio Branco, com uma estátua de Tomé de Souza, primeiro governador geral do Brasil, separando-os. Muitos soteropolitanos a consideram a prefeitura mais feia do mundo. Visite-a e tire suas conclusões.

Mas nem tudo é festa em Salvador. Há que se tomar alguns cuidados para não ter más recordações da capital bahiana, especialmente quanto a segurança. Recomenda-se não visitar o Pelourinho aos domingos, quando o local está mais deserto e o número de policiais diminui. Evite andar sozinho a noite. Nas praias, não fique exibindo sua máquina fotográfica digital de 10 megapixels e cartucho de 2 GB.

Mas não deixe de visitar Salvador. Conheça esta cidade que faz parte da nossa história, que tem um tempero único, meca da música que embala as melhores festas de carnaval e um povo bastante simpático. E, claro, deixe o stress pra trás. Afinal, pressa e Salvador são coisas que, definitivamente, não combinam.
 


Roteiro pelo Pelourinho

Impossível falar de Salvador sem que a imagem do Pelourinho e de toda a região que o cerca nos venha logo a mente. Para chegar lá, é bem fácil. A dica é ir ao Mercado Modelo, na cidade baixa. Invista uns 40 minutos lá fazendo suas compras de artesanatos e lembrancinhas (12 fitinhas do Senhor do Bonfim = R$ 1,00). Na cidade alta tudo é mais caro (cada fitinha sai por R$ 1,00 !!!). Saindo do Mercado Modelo, pegue o elevador Lacerda (custa alguns centavos a subida) e vá para a cidade alta. Ao sair, contemple a Baía de Todos os Santos, com o Forte de São Marcelo. Tire fotos.

Dando as costas para a Baía, a sua direita está o Palácio Rio Branco, a sua frente a estátua de Tomé de Souza e a sua esquerda a prefeitura de Salvador. E a sua volta muitas querendo de “dar de presente” uma fitinha do Senhor do Bonfim, dizendo que é um presente, que não se deve dizer não a este presente. Diga NÃO ! É um truque para te fazer comprar fitinhas mais caras ou, dependendo do caso, te oferecer um prejuízo ainda maior ! Então, atenção ! Tire as fotos e siga pela esquerda (com suas costas para a Baía de Todos os Santos), caminhando cerca de 200 metros. No caminho você irá esbarrar com um busto do primeiro bispo do Brasil, D.Sardinha (que, com esse nome, foi comido por índios canibais – isso é sério !).

Pronto, você chegou ao Terreiro de Jesus (calma, é apenas uma praça). Há uma fonte muito bonita ali e casas coloridas. Tire fotos e siga a Igreja de São Francisco. Tire fotos da fachada e note que o santo está entre dois índios. Por R$ 3,00 você entra na igreja (alegam que é uma das mais ricas do Brasil em quantidade de ouro nos altares) e no museu. Por esse preço, vale a pena e rende fotos interessantes (mas lembre-se de desabilitar o flash para evitar a oxidação do ouro !).

De lá, siga para o Pelourinho. Se precisar de informação, pergunte a qualquer policial como você chega na casa de Jorge Amado. É um casarão-museu azul bem no largo do Pelourinho. Se você gosta das obras dele, vai achar o local interessante. Ande sem pressa, apreciando o ambiente. Lojas, galerias de arte e restaurantes estão por toda a volta. Casa bem conservadas e as ruas de pedra te levarão de volta no tempo. Fique atendo aos detalhes: algumas casas ainda tem números com brasões portugueses. Aproveite. Patrimônio Histórico da Humanidade, o Pelourinho é, talvez, o melhor passeio da cidade de Salvador.

 

Texto e fotos por Marcelo Zaccaro

 
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