Brasília pop |
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![]() A capital brasileira merece ser apreciada como patrimônio cultural
Esqueça os atuais escândalos que afloram a cena política: conhecer Brasília significa entrar em contato com uma cidade moderna, exuberante e ao mesmo tempo acolhedora. A miscelânea de sotaques por abrigar pessoas de todos os cantos do Brasil e as embaixadas que se estendem ao longo da Avenida das Nações dão um aspecto cosmopolita à cidade. Inaugurada em 21 de abril de 1960, pelo então presidente Juscelino Kubitschek, teve o plano urbanístico feito por Lucio Costa e as construções projetadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer (foi o único conjunto arquitetônico do século XX a ser classificado como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO). A Praça dos Três Poderes é, como o próprio nome diz, a grande representação de poder e soberania na cidade, concentrando o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional. A sede do Poder Executivo é o principal ponto da Praça, com a imponente rampa presidencial e os dragões da independência trajando uniformes de gala. Em frente ao Palácio, o monumento Os Candangos, de autoria do escultor paulista Bruno Giorgi, representa os milhares de operários que trabalharam na construção da capital. Cartão-postal da cidade, o Congresso Nacional, sede do Legislativo Federal, com duas cúpulas (uma convexa, representando a Câmara dos Deputados e uma côncava, representando o Senado Federal) e duas torres em forma de H, simboliza a união e a independência simultâneas da Câmara e do Senado. O terceiro ponto da Praça dos Três Poderes, o Palácio STF, é a instância maior do Judiciário. Em frente, a estátua A Justiça, também é um grande ícone da cidade, juntamente com a Catedral Metropolitana, referência da arquitetura mundial: os arcos em curva e os vitrais coloridos contribuem para a beleza da cidade, principalmente à noite, com a iluminação. A história da construção da capital do país é mostrada no Memorial JK, onde se encontra uma exposição de fotos, documentos, sala de pesquisas, além da biblioteca do ex-presidente e no Catetinho, a primeira morada de Juscelino, construída em 10 dias para que ele e assessores pudessem acompanhar a construção. Ainda estão entre as atrações mais visitadas, a Torre de TV, o Panteão da Pátria, o Santuário Dom Bosco, o Teatro Nacional, o Parque da Cidade Sarah Kubitschek, o Parque Nacional de Brasília, o Pontão do Lago Sul, o Estádio Mané Garrincha, o Palácio do Buriti e o Jardim Botânico. Mas não é só de concreto que vive a capital nacional: construído junto com Brasília, o Lago Paranoá é um lago artificial que serve como área para lazer e prática de esportes e deu nome a duas regiões administrativas de Brasília, Lago Sul e Lago Norte. A mais nova obra de arte de Brasília é a Ponte JK, que cobre o lago Paranoá e liga o Lago Sul, região nobre da cidade, ao Plano Piloto. Dependendo do ângulo e da distância, a ponte pode assumir diferentes formatos. A ilusão de ótica é provocada pela posição dos arcos, dos cabos de aço e pelo tabuleiro em forma de “S”. A cor dos arcos e as cores refletidas no lago se modificam ao longo do dia. Saindo do Plano Piloto, as regiões administrativas do Distrito Federal, como Taguatinga, Cruzeiro, Sobradinho, Guará e Ceilândia, que cresceram junto com Brasília, oferecem diversas manifestações culturais originárias de várias partes do Brasil – vale conferir. O espaço cultural e de lazer de Brasília é muito rico, com teatros, muitas salas de cinemas, museus, bibliotecas, bares, casas noturnas, parques, clubes recreativos e shoppings. As várias opções de hotéis para todos os bolsos e os muitos restaurantes com alternativas para todos os paladares garantem a comodidade dos turistas. Vale ressaltar que a cidade moderna, com ruas largas, retas e longas, é também um lugar arborizado, com muitos canteiros e árvores e emoldurada pelo cerrado. O belíssimo céu, com o colorido pôr-do-sol, torna a paisagem ainda mais charmosa e costuma encantar quem a visita pela primeira vez. Brasília deve ser visitada e apreciada como um patrimônio cultural que vale a pena, sempre. Texto e fotos por Ivana Campos |



