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Cheiro de chocolate

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Bruges, a cidade belga que reúne o charme dos contos de fada e o sabor de produto mais tradicional do país


Bruges é uma cidade com ar de conto de fada. Localizada do lado flamengo do país e a menos de uma hora de trem de Bruxelas, a pequena cidade (cerca de 117 mil habitantes) é uma espécie de grande casa de bonecas: as construções são estreitas, com poucos andares e cheias de cores, proporcionando ao visitante uma agradável sensação de acolhimento desde a chegada na cidade. Com uma infra-estrutura turística bastante desenvolvida, os moradores estão mais do que acostumados a receber estrangeiros, por isso é bastante fácil comunicar-se com todos em inglês, ainda que você não seja fluente.

A cidade é muito agradável para caminhadas, por isso dispense o carro e vá de trem ou de ônibus, assim já aprecia a paisagem desde antes de chegar (até porque o tráfico na área central é muitas vezes restrito a táxis e ônibus). Desde as estações até o centro da cidade se gasta entre dez e quinze minutos a pé, e pelo caminho o visitante já vai encontrando muito que ver – aliás, se quiser você já sai de lá com mapa em mãos, pois as duas possuem posto de informação turística. Daí em diante, vá perdendo-se entre as ruas e os canais da cidade, que proporcionam uma vista incrível da arquitetura medieval, muito bem conservada.

O principal ponto turístico da cidade é a Markt (Praça do Mercado) que, como as demais Grand Places belgas, tem seus quatro lados cercados por construções imponentes. A construção mais imponente é o Belfort (Campanário), cuja torre é visível desde outras áreas da cidade, mas o diferencial está no lado exatamente oposto a ele; ali se encontram os pequenos edifícios tradicionais da cidade, em diferentes cores, que conferem à cidade uma alegria e carisma que às vezes falta a cidades de maior tamanho. Subir a torre do Belfort é uma atividade que não deve ser dispensada, pois de lá se pode avistar praticamente toda a cidade; também não se pode deixar de lado a tradicional comida típica belga: as batatas-fritas, servidas em uma bandeja de isopor ou em um cone de papel, cobertas com um molho à escolha. Por menos saudável que seja, é o mais comum de se encontrar na cidade, principalmente nos privilegiados bancos da Markt. Diz-se que as french fries têm esse nome devido a uma falha na tradução, pois originalmente seriam flemish fries – realmente, são algo muito freqüente na Bélgica e razoavelmente raro na França.

São paradas obrigatórias na cidade:

- Burg: segunda praça principal da cidade, abriga a Prefeitura e o Museu Brugse Vrije, ambos de beleza arquitetônica inegável. Além disso, também está ali a Basílica do Santo Sangue (Heilig Bloedbasiliek), onde acontece a adoração, em horários pré-determinados, dessa relíquia cristã.

- Onthaalkerk O. L. Vrouw (Igreja de Nossa Senhora): a maior e mais bonita igreja da cidade, tem em seu acervo de obras a “Virgem com menino Jesus”, uma das poucas esculturas de Michelangelo fora da Itália.

- Begijnhof: espécie de vila particular, normalmente construída para abrigar uma comunidade religiosa, encontrada em muitos países ao norte da Europa; vale a visita pela paisagem e tranqüilidade que se encontra ali – atenção à beleza dos jardins.

- Poertoren (Torre de Pólvora): torre medieval, ao lado de ponte de mesma época, de onde se tem uma vista privilegiada: os reflexos das construções no canal ao lado são incríveis, especialmente à noite.

Outros lugares que valem a visita:

-Arentshuis: Museu criado em uma mansão do século XVIII, mantém exposições de pinturas e móveis, tendo em seu acervo permanente obras do artista anglo-belga Franck Brangwyn.

- Oud Sin-Jan: Museu e centro de convenções, com grande área verde, situado junto ao Museu Arqueológico (Archeologie)

- Choco Story (Museu do chocolate): conta a história do alimento mais típico do país através dos anos, com direito a degustação no final.

- Halve Maan: cervejaria tradicional da cidade, oferece aos visitantes passeios diários e explicações sobre o processo produtivo de outro produto tradicional da região. Também termina com degustação do produto.

- Moinhos: próximo à fronteira da cidade com Sint-Kruis, há quatro moinhos, para quem quer ter aquela visão típica dos países nórdicos.

- Passeio de barco pelos canais: em diversos pontos da cidade, pode-se contratar um roteiro pelos canais com direito a guia turístico.

Uma boa pedida: o chocolate é o seu ponto fraco? Então você está na cidade certa! Assim como em Bruxelas, Bruges é cheia de lojas desse doce, daquelas de deixar qualquer um louco! E, se o chocolate belga é conhecido como o melhor do mundo, não é sem motivo: marcas como Guylian, Cote d’Or e Kim deixam bem claro o porquê, e com preços mais baixos do que encontramos aqui no Brasil e até mesmo no free shop dos aeroportos. Saindo de Bruges: se vai ficar hospedado na cidade, uma boa opção é aproveitar para visitar algumas cidades próximas, como Oostende e Knokke. Na própria estação de trem ou no hotel saberão informar os horários e as melhores opções disponíveis.

Texto e fotos por Bárbara Conti


 

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